Uma amálgama de cadernos iniciados
Cadernos iniciados
Me canso no meio, me canso no começo
Estou sempre cansada pra continuar
Mas nunca pra começar de novo...
Meus cadernos riem de mim, de dentro do armário
de cima da mesa
da cabeceira
da estante
largado no sofá
Todos riem de mim com suas descontinuidades
Confissões
Saudades...
Escrevo a reflexão da vida
E se ainda não escrevi
Não estou vivendo...
Se escrevo sem fim, não tem fim
Invento novos usos
Usos alternativos
Para continuar o que deixei pra trás
E me torno uma amálgama
Bagunçada
Perdida
Sem direção
De caminhos iniciados
E abandonados
Nem transformar o vazio em poesia
Nem isso
Nem isso
Não sei fazer nada disso
Nenhum comentário:
Postar um comentário