quinta-feira, 6 de maio de 2021

06/05/21

Uma amálgama de cadernos iniciados

Cadernos iniciados

Me canso no meio, me canso no começo

Estou sempre cansada pra continuar

Mas nunca pra começar de novo...


Meus cadernos riem de mim, de dentro do armário

de cima da mesa

da cabeceira

da estante

largado no sofá

Todos riem de mim com suas descontinuidades

Confissões

Saudades...


Escrevo a reflexão da vida

E se ainda não escrevi

Não estou vivendo...

Se escrevo sem fim, não tem fim


Invento novos usos

Usos alternativos

Para continuar o que deixei pra trás

E me torno uma amálgama

Bagunçada

Perdida

Sem direção

De caminhos iniciados

E abandonados


Nem transformar o vazio em poesia

Nem isso

Nem isso

Não sei fazer nada disso


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