Seria bom se não tivesse, né?
Tem dias que tô um nojo, quero me gabar e falar de tudo, quero me mostrar inteira e ser tocada, ouvida e sentida. Eu acordo com ressaca da exposição no que já parece menos outro dia, e mais outra vida.
Quero mudar tudo de novo, resignificar todas as minhas palavras.
Quero mudar tudo de novo, resignificar todas as minhas palavras.
Tô pronta pra me reinventar, pra não ser mais eu. Só que na verdade, o que eu mais quero é ser eu, só. Quero só ser eu, só. E eu venho com a bagagem, né?
Uma bagagem pesada que parece pesar só na minha balança, na minha e de ninguém mais.
Mas é suficiente, se sou só eu sozinha, o peso É meu e de mais ninguém. Eu devia estar mais forte pra conseguir carregar, mas a idade me enfraquece ao invés de fortalecer.
Queria me entregar inteira, pra ser tocada inteira, mas algumas músicas eu já não quero tocar.
Deu, né?
Aí vai ficando, ficando assim... envelhece.
Dias que vive, dias que morre.
Essa noite eu sonho de novo.
Amanhã eu acordo.
Em que corpo? Em quem?
Onde foi que eu me perdi?
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